sexta-feira, 1 de maio de 2015

OS PCN's E O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

O ensino da língua materna segundo os PCN's
FONTE DA IMAGEM: www.app.pt


   Ao fazer a leitura dos PCN's consegui identificar com clareza a semelhança da proposta epistemológica com a qual tenho tido contato durante minha formação na FGF, no curso de licenciatura plena em português e suas literaturas. O texto traz de forma profunda as implicações oriundas de um novo e necessário olhar sobre o ensino da língua portuguesa. Todos os conceitos vistos até agora, bem como a recorrente ideia de consideração a respeito das variações linguísticas enquanto fenômenos de interação social, que de longe ultrapassam as amarras da normatividade observada como predominante no ensino até a década de 80, foram e continuam sendo sistematicamente discutidos nos fóruns e atividades propostas como avaliação. Esse fato deve ser ressaltado pois traz alívio ao saber que estou recebendo formação "antenada" com o mais atual e oficial referente para o ensino da língua materna: os PCN's.
    O texto inicia trazendo com um breve histórico sobre o fracasso escolar e o que tem sido apontado como causa desse fracasso: Excessivo referencial na norma culta enquanto modelo ideal de eficiência linguística; atividades descontextualizadas; ensino gramatical não embasado nos textos socialmente construídos; desprezo pela manifestação oral da língua entre outros. Estas ações foram perdendo crédito na medida em que se observava os índices crescentes de repetência e ineficácia no uso da língua, fato não trazido no corpo do documento, mas amplamente divulgado e disponível nos exames de avaliação.
   A partir dos anos 80, várias influências e inovações pedagógicas criaram o ambiente favorável às reformulações do ensino em vários países, inclusive no Brasil. Estas reformas buscavam atingir objetivos comuns e priorizavam a adaptação do indivíduo na nova sociedade que emergia: A sociedade do conhecimento. A psicolinguística, a sociolinguística, a análise do discurso, foram algumas das teorias que deram a base científica necessária às reformas no ensino da língua portuguesa. Tais reformulações incidiram sobre outros temas até então carentes de discussão tais como: Preconceito linguístico, necessidade de contextualização do ensino, inserção dos textos socialmente construídos na sala de aula, metalinguagem a partir e para o texto, inserção da oralidade como habilidade a se trabalhar no ensino da língua, concepção da linguagem como fato e finalidade social e de inserção no mundo do trabalho.
   Diante da profundidade do documento, de sua ampla intertextualidade e múltiplas referências conceituais, pode-se esboçar um pequeno resumo de suas orientações  da seguinte forma:

* O ensino da língua hoje visa a eficaz inserção e participação na vida social,
* Os conteúdos e metodologias só tem validade se construídos e dotados de finalidade social,
* A oralidade é fator de peso na aprendizagem da língua, pois é através dela que o falante se expressa com maior frequência,
* A norma culta é apenas mais uma variação linguística, não traduzindo nem servindo como modelo exclusivo da língua. (Contudo ainda é a variação de maior prestígio e utilizada nos meios acadêmicos)
* O professor é mediador no processo ensino-aprendizagem e deve pautar sua prática docente pela mediação e interação comunicativa,
* Deve-se combater o preconceito linguístico através da inserção das variações linguísticas em sala de aula.

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