sexta-feira, 1 de maio de 2015

COMO TRABALHAR A ORALIDADE EM SALA DE AULA - SUGESTÕES

COMO TRABALHAR A ORALIDADE EM SALA DE AULA - SUGESTÕES

FONTE DA IMAGEM: maximaformacao.com.br

  * Leitura oral: Boa ferramenta para desenvolver habilidades na língua falada, porém de forma automatizada, ou seja, o processo de oralidade neste caso visa o domínio da língua escrita em sua forma discursiva. Envolve a habilidade específica de leitura oral e articulação explicita das palavras. É uma ótima estratégia dentro de suas possibilidades, mas por ser muito externalizada, no sentido de ler para ser ouvido, naturalmente não consegue contemplar a reflexão sobre o que se lê. Esse tipo de leitura costumo realizar da seguinte forma: Ativo os esquemas de forma dialogada; estabeleço contato visual com o texto e as figuras; solicito a leitura do título (ou títulos); solicito leitura silenciosa; realizo leitura exemplar e depois compartilhada, só no fim é que parto para leitura individual. Se o texto for grande faço por parágrafos.

    * Relato de fatos/comentários: Os resumos orais e recontos são boas estratégias que se inserem neste grupo metodológico de trabalho com a língua falada. Após ler uma narrativa extensa sempre faço perguntas como: "fulano, o que você entendeu sobre o texto?" É uma maneira simples de fazer com que falem através de uma organização do pensamento já que não é possível tecer comentários sobre uma leitura fugindo completamente do que foi lido. Outra forma produtiva acontece ao trabalhamos com gráficos. O ato de explicar o entendimento da representação simbólica das imagens é uma ótima forma de estimulá-los a falar de forma organizada. Os recontos também são muito bons pois além de forçar sua criatividade, necessariamente os faz colocarem-se na situação de oralidade pois será necessário e curioso ouvir a nova forma assumida pelo conto.

     * Perguntas e respostas: Esta talvez seja a técnica mais utilizada em sala de aula e nem sempre de forma intencional, contudo se assumir o papel de sondar o entendimento e, além disso, trabalhar a oralidade torna-se uma ação mais eficaz. As perguntas não devem limitar-se a respostas do tipo "sim" ou "não", mas isso dependerá da habilidade do professor em criar situações didáticas que favoreçam a reflexão por parte do aluno. Os "porquês" do professor ao final de primeiras respostas são mecanismos simples de estímulo ao ato de usar a oralidade para explicar, contrapor-se ou concordar.
 
     * Jogral, coro falado e dramatização: Apesar de estarem no mesmo grupo as três possibilidades (Assim penso) precisam ser adequadas a cada nível etário. Esta não é uma opinião "fechada", mas acredito que o jogral e o coro falado possam ser melhor aplicados aos níveis de fundamental 1 até o sexto e sétimo anos do fundamental 2. Por trabalharem a oralidade de forma menos individualizada (A execução é em grupo homogêneo), O jogral e o coro falado podem ser melhor aplicados com os mais novos nos níveis que já indiquei. O teatro, por exigir maior nível de organização e devido a execução ser mais individualizada (cada personagem com sua situação específica de oralidade) pode ser melhor desempenhado com alunos do 8º e 9º e nível médio. O teatro exige estudo prévio e suscita, dependendo da peça, um aprofundamento sobre a trama, personagens, contexto histórico. Cada situação pode ser aproveitada antes ou depois da peça em situações didáticas de oralidade. Em meu entendimento vejo o jogral e o coro falado como adequados para desenvolver a leitura em público e a desenvoltura da pronúncia das palavras.

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